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quinta-feira, 3 de março de 2011

Bons Negócios Imortais

Paulão foi durante esses poucos meses de tricolor uma brincadeira da torcida que acabou dando certo.
A cada chegada forte dele, em seus primeiros minutos com o manto imortal, ainda no brasileiro do ano passado, a torcida vibrava e incentivava. Com isso o jogador se motivava e acabava rendendo mais do que seu próprio limite.
O novo ano não foi tão bom para ele. Atuações irregulares, e aquela irritante mania de desferir chutões para o ataque, já minavam sua permanência na equipe titular. A preferência de Rafael Marques em jogar pelo lado esquerdo da defesa e a saúde debilitada de Vilson, permitiram que suas chances de reencontrar o bom futebol fossem abundantes.
Se realmente os números divulgados forem verdadeiros, 1 milhão de euros, podem ter certeza que é um negócio para não titubear mesmo.

Por outro lado, fico feliz com o emperramento das negociações do William Magrão. É um jogador que ainda pode ser muito útil ao tricolor, podendo render frutos financeiros em breve e ajudando na conquista do tri da América. Até porque, se o Corinthians não tinha como apresentar as garantias financeiras, é óbvio que teríamos um calote.

No final das contas, o Grêmio vendeu um jogador que possui substitutos a altura, colocou dinheiro em caixa (fundamental pela atual crise financeira) e permaneceu com o jogador promissor, que pode fazer a diferença dentro de campo, e mais adiante ser vendido por um preço muito maior. Parece que a Imortalidade se fez presente.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Tiro no pé

Se a saída de William Magrão para o Corinthians não é uma temeridade do ponto de vista de formação de grupo, o mesmo não se pode dizer quanto ao valor financeiro.


A titularidade de Adílson e Rochemback (este último em estupenda forma) e a possibilidade de ter no grupo o recém chegado da conquista do Sul-Americano Sub-20, Fernando e o promissor Mateus Magro indicam que a saída de William Magrão não tenha consequências maiores dentro de campo.

Porém ceder um promissor jogador, inclusive já cotado para seleção no início de carreira, recebendo míseros 3 milhões de reais e ainda reforçando um concorrente no brasileirão, não me agrada em nada. Com uma sequência de 3 meses no time titular do Grêmio, esse valor conseguiria, no mínimo, se dobrado em uma negociação para o exterior. Vejam o caso do próprio Corinthians que conseguiu rapidamente repassar Jucilei para o mercado europeu em menos de um ano.

Entendo que a crise financeira seja um fator preponderante, mas não posso acreditar que um endividado Corinthians seja capaz de subtrair jogadores do Grêmio tão facilmente.

Será um negócio lembrado entre os grandes fracassos do Grêmio quando o mesmo jogador deixar o Corinthians rumo a Europa por uma pequena fortuna. Um verdadeiro tiro no pé, se confirmado.
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