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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

É de tirar o sono...

Foi uma madrugada difícil de dormir...
Tudo ao redor do jogo exalava um mal pressentimento. E o pior realmente aconteceu...

A vitória que daria ânimo, recuperaria a mítica do Olímpico imbatível, não veio. E o Grêmio foi punido com um gol nos acréscimos pela segunda partida consecutiva, e esses 2 pontos podem fazer muita falta na atual situação...

O Grêmio entrou meio assustado no jogo, e até "achar" o gol, era dominado pelo Santos. Mas após marcar, os jogadores pareciam acreditar, então, na vitória e fizeram um bom restante primeiro tempo, apesar de perder alguns gols, com Jonas e Douglas que poderiam ter matado a partida.

Analisando as individualidades, vou começar pelos pontos positivos: Vilson para ser jogador do time B do Vitória, foi muito bem. Tirando o penâlti em Neymar, foi simples e dedicado. Com certeza não irá manter esse rendimento em todos os jogos, pois se manter, com apenas 21 anos, vai acabar convocado para seleção e vendido por uma bolada para o exterior. Me lembrou em alguns momentos o velho Baidek de 83. Sem técnica praticamente nenhuma, mas firme no desarme, chutando para o lado que estava virado, sem titubear. Fez em um jogo mais do que Ozéia no brasileiro inteiro.

Segundo, e também último ponto positivo, é que o Grêmio tem goleiro e ponto. Qualquer elogio associado ao nome Victor é redundante. 

Bom... agora tenho que escolher os problemas... e foram muitos. Não vou dizer que não aguento mais Edílson e Fábio Santos, pois já disse isso faz tempo. Não podem ser nem banco. No esquema que o Renato armou ontem, dando liberdade para o Souza e o Douglas, até posso entender os laterais não apoiarem muito, mas quando apoiam tem que mostrar qualidade. Na defesa, Edílson foi "patrolado" pelo lateral Alecssandro. Não existiu no jogo. Fábio Santos só acertou na jogado do gol. Mesmo ficando mais na contenção permitiu uma avenida ao lado direito de ataque do Santos, fora a sequência de penalidades bobas, apesar de ter ficado em dúvida sobre este. Enfim, Gabriel e Lúcio jogam com uma perna amarrada a partir de domingo.

O pior de todos ontem foi Souza. Parece ter chegado a hora dele abandonar a carreira e virar comentarista da "Band". Fala muito e faz pouco. Não acertou um passe que prestasse durante o jogo. Foi a principal peça para ligar os contra-ataques do Santos. Sendo que no gol da vitória do Santos, a bola cruzou mansa a sua frente, antes de chegar em Neymar, sem que ele não esboçasse o menor esforço para alcançá-la.

Espero que tenha sido a última.... A ÚLTIMA VEZ MESMO que a torcida do Grêmio tenha visto o Leandro em campo. Não pode ficar no banco e nem entrar faltando 2 minutos para acabar o jogo. Simplesmente não serve...

Um fato que realmente repercutiu no pós jogo foi a declaração de Ernesto Guedes a Rádio Gaúcha, com toda experiência de passar pelos mais variados times do interior, e dirigindo o São Paulo de Rio Grande massacrando o colorados em pleno aterro, detonou a preparação física do Grêmio. Colocou o nome de Paulo Paixão na vitrina, coisa que nenhum cronista teve peito até agora de fazer.
Não sei se o problema é do grupo todo, ou se APENAS ALGUNS DESINTERESSADOS, em especial algumas estrelas do meio campo e ataque que não estão em forma. Douglas e Souza só tem preparo para um tempo de jogo. Jonas e Borges não acompanham ninguém. 
Renato na coletiva não polemizou, mas não tirou a responsabilidade da preparação física, dizendo que o grupo tem se "entregado" ao jogo. Meu medo é que eles continuem se entregando na tabela...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Pulmão Tricolor

Uma teoria muito interessante foi levantada por minwer.daqawiya, em http://colunas.globoesporte.com/minwer/
Vejam a cópia do texto que ele escreveu: 

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Vocês já repararam que nesse ano todo jogador do Grêmio que se lesiona e demora um pouco mais pra voltar, retorna melhor condicionado fisicamente? E lembram que o Mário Fernandes terminou seus primeiros jogos extenuado, sofrendo terrivelmente de cãibras? Isso não pode ser coincidência.
Como alguns já comentaram no tópico anterior, o preparo físico (ou a falta dele) é um dos principais culpados pelo desempenho do Grêmio nesse Brasileirão. O pior é que nem dá pra culpar o Gilvan Santos, que veio junto com o Autuori, porque ele não teve tempo de fazer uma pré-temporada decente já que pegou o time no meio de 2 competições.
Então de quem é a culpa?
Até parece piada ou pegação de pé, mas o atual momento do Grêmio se deve em parte ao Celso Roth. Repito: EM PARTE.
Pra buscar a resposta, o negócio é voltar pra abril de 2008. O Grêmio, eliminado do Gauchão e da Copa do Brasil na mesma semana, tem um mês sem jogo nenhum na agenda. Flávio de Oliveira , então preparador físico tricolor, aproveita esse tempo pra fazer um trabalho que seria o grande responsável pelo desempenho avassalador do Grêmio no início do BR’08. A história todos vocês já sabem, o time engrena logo, atropela quase todo mundo mas perde o título na reta final, quando os outros times conseguem chegar no mesmo nível físico do Grêmio.
No final do ano, Mano Menezes acerta uma renovação de contrato com o Corinthians com um belo reajuste, mas outro Flávio (o Trevisan, que tinha saido junto com ele do Grêmio) não tem o mesmo reconhecimento e deixa o clube paulista. Flávio de Oliveira é contratado para trabalhar com o Mano e sai do Grêmio. Quem o Krieger e o Roth colocaram no lugar do Oliveira? Beto Ferreira, auxiliar do Celso em 2008 e que não era preparador físico de um clube havia 6 anos, o que certamente o deixa defasado com relação aos profissionais no mercado.
Inicialmente a preparação física não sofre muitas contestações, graças às vitórias obtidas inclusive na altitude contra o valoroso Aurora. Porém depois do 3º fracasso em Grenal no ano o Celso caiu e o Beto Ferreira foi junto.
Até a chegada do novo comandante e sua comissão técnica passaram-se mais de 40 dias, uma eternidade em se tratando de esporte de alto rendimento.
Não quero desmerecer o trabalho do Luciano Ilha, aulixiar de preparação física que assumiu o rojão até a chegada do Gilvan Santos, mas um time que quer ser campeão não pode ficar tanto tempo à deriva.
Pra ter uma ideia do estrago que isso causou, se tivéssemos um preparo físico decente teríamos mais 7 pontos, contando só pontos perdidos nos últimos 15 minutos dos jogos. Abaixo segue um resumo dos gols que o Grêmio fez e tomou até agora e 2 tabelas que ajudam a visualizar o estrago sofrido até agora.

Lógico que só esses números não explicam tudo, afinal o Grêmio leva um monte de gol no segundo tempo só fora de casa. Aí entram outros fatores como clima, o sumiço em campo de alguns jogadores e substituições equivocadas do Autuori entre outras coisas.
Mas dá pra afirmar com toda certeza que hoje pagamos por erros cometidos pela diretoria no fim do ano passado e no início desse. E o pior é que vamos continuar pagando até a próxima pré-temporada.

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Os argumentos de Minwer são realmente interessantes e convicentes. E isso só demonstra o despreparo da nossa atual direção, que não soube observar dados técnicos (do preparo físico) e na hora da escolha do preparador físico.
Acredito que no futebol atual um bom preparador físico é mais importante que um grande técnico. Muitos jogos são ganhos na vontade (a prova está nas vitórias do Grêmio "empurrado" pela torcida) e muito menos na técnica ou estratégia.
Com a limitação dos jogadores brasileiros atual, o famoso nivelamento por baixo, muitos jogos vão ser ganhos na força e na raça (como todo gremista gosta), algo que nossos jogadores não conseguem fazer fora de casa.
André Krieger deixou uma "herança" ingrata, e não vejo na atual direção ninguém com competência para mudar este rumo... lastimável :(


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